Maior instrução não protege contra os impactos negativos da diagnose do câncer de mama
Mulheres com nível educacional mais alto e aquelas que vivem sozinhas são emocionalmente mais sensíveis para resistir aos impactos negativos causados pelo diagnóstico do câncer de mama, diz estudo australiano.
“Até agora não se sabia exatamente qual era o impacto da diagnose de um câncer de mama nas mulheres. No estudo descobrimos que, passados dois anos da primeira diagnose de câncer de mama, as mulheres eram menos propensas a terem depressão, mas tinham grande sensação de perda de controle das próprias vidas, além de uma piora na saúde em geral. Nas mulheres mais velhas somava-se ainda uma falta de vitalidade generalizada”, explica Susan Davis, da Escola de Medicida da Universidade de Monash, Austrália. A experiência de ter um câncer de mama é muito pessoal, mas é acompanhada de emoções complexas, que afetam a noção de sentido de vida e sexualidade, completa a pesquisadora.
“Descobrimos que mulheres que vivem sozinhas têm uma sensação de bem-estar mais baixa de uma forma geral. Os dados sugerem que essas mulheres deveriam ter mais atenção dos profissionais de saúde e maior acompanhento dos programas de serviço social”, diz Robin Bell, que também contribuiu com a pesquisa.
Ansiedade
Outros dados mostram que mulheres com um nível de instrução maior são melhores informadas sobre suas condições de saúde e dos tratamentos para o câncer de mama. Entretanto quanto vêm sua sensação de bem-estar abalada acabam se tornando ansiosas e menos decididas, com tendência a ter a sensação de perda de controle sobre sua saúde.
“Os profissionais e especialistas que acompanham essas mulheres precisam estar atentos e entender que essas mulheres têm uma grande dificuldade de lidar com os aspectos psicológicos da doença”, diz Davis.
O estudo mostra que as programas de acompanhamento para combater o câncer de mama não devem somente propor campanhas de informação, mas também ampliar os grupos de apoio emocional.
“O índice de sobrevivência de mulheres acometidas pelo câncer de mama têm aumentado, mas não devemos deixar de lado o fato que cada mulher responde diferentemente. Entre outras coisas existe uma sensação de desamparo e solidão muito grande quando essas mulheres terminam o tratamento médico”, pontua Cristine Bennett, da MBF Foundation (fundação australiana que patrocina pesquisas sobre o câncer de mama).
Essas mulheres, sugerem os pesquisadores, devem procurar acompanhamento psicológico e participar de grupos de discussão e suporte para pacientes recém-diagnosticadas. É algo que pode ser bom para ambos os lados e que pode melhorar a sensação de bem-estar de um grupo bastante vitimizado.
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da Redação
com informações da Monash University
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